terça-feira, 16 de novembro de 2010

Proclamação da República do Brasil


Ontém, 15 de Novembro comemoramos a Proclamação da República do Brasil - será que a maioria dos críticos, politiqueiros e brasileiros lembraram disto ? Vamos reavivar a memória .....


A Proclamação da República Brasileira(1889) foi um episódio da história do Brasil, ocorrido em 15 de novembro de 1889, que instaurou o regime republicano no Brasil, derrubando a monarquia do Império do Brasil, pondo fim à soberania do Imperador Dom Pedro II.
A Proclamação da República ocorreu no Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, na praça da Aclamação, hoje Praça da República, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado, sem o uso de violência, depondo o Imperador do Brasil, D. Pedro II, e o presidente do Conselho de Ministros do Império, o visconde de Ouro Preto.
Foi instituído, naquele mesmo dia 15, um "Governo Provisório" republicano. Faziam parte deste "Governo Provisório", organizado na noite de 15 de novembro, o marechal Deodoro da Fonseca como presidente da república e chefe do Governo Provisório, marechal Floriano Peixoto como vice-presidente, e, como ministros, Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, todos membros regulares da maçonaria brasileira.
  
A atuação dos republicanos e dos positivistas :

Durante a Guerra do Paraguai, o contato dos militares brasileiros das mais diferentes patentes com os combatentes de outros países levaram-nos a considerar com (maior) seriedade as relações entre problemas sociais e regimes políticos. A partir disso, começou a desenvolver-se, entre os militares de carreira e os civis convocados para lutar no conflito, um interesse maior pelo ideal republicano e com o desenvolvimento econômico e social brasileiro.
Dessa forma, não foi casual que a propaganda republicana tenha tido, por marco inicial, a publicação do Manifesto Republicano em 1870, seguido pela Convenção de Itu em 1873 e pelo surgimento de dos Clubes Republicanos, que se multiplicaram, a partir de então, pelos principais centros no país.
Além disso, vários grupos foram fortemente influenciados pela maçonaria: (Deodoro e todo seu ministério era formado por maçons) e pelo Positivismo de Auguste Comte, especialmente, após 1881, quando surgiu a Igreja Positivista do Brasil. Seus diretores, Miguel Lemos e Raimundo Teixeira Mendes, iniciaram uma forte campanha abolicionista e republicana.
A propaganda republicana era realizada pelos que, depois, foram chamados de "republicanos históricos" (em oposição àqueles que se tornaram republicanos apenas após o 15 de novembro, chamados de "republicanos de 16 de novembro").
As ideias de muitos dos republicanos eram veiculadas pelo periódico A República, que, segundo alguns pesquisadores, dividiam-se em duas correntes principais:
  • Os evolucionistas, que admitiam que a proclamação da república era inevitável, não justificando uma luta armada, e,
  • Os revolucionistas, que defendiam a possibilidade de que se pegasse em armas para conquistá-la, com mobilização popular e reformas sociais e econômicas.
Embora houvesse diferenças entre cada um desses grupos no tocante às estratégias políticas para a implementação da República e também do conteúdo substantivo do regime a instituir, a ideia geral, comum aos dois grupos, era que a república deveria ser um regime progressista, contraposto à exausta monarquia. Dessa forma, a proposta do novo regime revestia-se de um caráter social e não apenas estritamente político.

O golpe militar de 15 de novembro de 1889.

No Rio de Janeiro, os republicanos insistiram com o marechal Deodoro da Fonseca, um monarquista, para que ele chefiasse o movimento revolucionário que substituiria a monarquia pela república. Depois de muita insistência dos revolucionários, Deodoro da Fonseca concordou em liderar o movimento militar.
O golpe militar, que estava previsto para 20 de novembro de 1889, teve de ser antecipado. No dia 14, os conspiradores divulgaram o boato de que o governo havia mandado prender Benjamin Constant Botelho de Magalhães e Deodoro da Fonseca. Posteriormente confirmou-se que era mesmo boato. Assim, os revolucionários anteciparam o golpe de estado, e, na madrugada do dia 15 de novembro, Deodoro iniciou o movimento de tropas do exército que pôs fim ao regime monárquico no Brasil.
Os conspiradores dirigiram-se à residência do marechal Deodoro, que estava doente com dispnéia,[1] e convencem-no a liderar o movimento.
Com esse pretexto de que Deodoro seria preso, ao amanhecer do dia 15 de Novembro, o marechal Deodoro da Fonseca, saiu de sua residência, atravessou o Campo de Santana, e, do outro lado do parque, conclamou os soldados do batalhão ali aquartelado, onde hoje se localiza o Palácio Duque de Caxias, a se rebelarem contra o governo. Oferecem um cavalo ao marechal, que nele montou, e, segundo testemunhos, tirou o chapéu e proclamou "Viva a República!". Depois apeou, atravessou novamente o parque e voltou para a sua residência. A manifestação prosseguiu com um desfile de tropas pela Rua Direita, atual rua 1º de Março, até o Paço Imperial.
Os revoltosos ocuparam o quartel-general do Rio de Janeiro e depois o Ministério da Guerra. Depuseram o Gabinete ministerial e prenderam seu presidente, Afonso Celso de Assis Figueiredo, Visconde de Ouro Preto.
No Paço Imperial, o presidente do gabinete (primeiro-ministro), Visconde de Ouro Preto, havia tentando resistir pedindo ao comandante do destacamento local e responsável pela segurança do Paço Imperial, general Floriano Peixoto, que enfrentasse os amotinados, explicando ao general Floriano Peixoto que havia, no local, tropas legalistas em número suficiente para derrotar os revoltosos. O Visconde de Ouro Preto lembrou a Floriano Peixoto que este havia enfrentado tropas bem mais numerosas na Guerra do Paraguai. Porém, o general Floriano Peixoto recusou-se a obedecer às ordens dadas pelo Visconde de Ouro Preto e assim se justificou sua insubordinação, respondendo ao Visconde de Ouro Preto:
Cquote1.svg Sim, mas lá (no Paraguai) tínhamos em frente inimigos e aqui somos todos brasileiros! Cquote2.svg
Floriano Peixoto[2]
Em seguida, aderindo ao movimento republicano, Floriano Peixoto deu voz de prisão ao chefe de governo Visconde de Ouro Preto.
O único ferido no episódio da proclamação da república foi o Barão de Ladário que resistiu à ordem de prisão dada pelos amotinados e levou um tiro. Consta que Deodoro não dirigiu crítica ao Imperador D. Pedro II e que vacilava em suas palavras. Relatos dizem que foi uma estratégia para evitar um derramamento de sangue. Sabia-se que Deodoro da Fonseca estava com o tenente-coronel Benjamin Constant ao seu lado e que havia alguns líderes republicanos civis naquele momento.
Na tarde do mesmo dia 15 de novembro, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi solenemente proclamada a República.
À noite, na Câmara Municipal do Município Neutro, o Rio de Janeiro, José do Patrocínio redigiu a proclamação oficial da República dos Estados Unidos do Brasil, aprovada sem votação. O texto foi para as gráficas de jornais que apoiavam a causa, e, só no dia seguinte, 16 de novembro, foi anunciado ao povo a mudança do regime político do Brasil.
D. Pedro II, que estava em Petrópolis, retornou ao Rio de Janeiro. Pensando que o objetivo dos revolucionários era apenas substituir o Gabinete de Ouro Preto, o Imperador D. Pedro II tentou ainda organizar outro gabinete ministerial, sob a presidência do conselheiro José Antônio Saraiva. O Imperador, em Petrópolis, foi informado e decidiu descer para a Corte. Ao saber do golpe de estado, o Imperador reconheceu a queda do Gabinete de Ouro Preto e procurou anunciar um novo nome para substituir o Visconde de Ouro Preto. No entanto, como nada fora dito sobre República até então, os republicanos mais exaltados, tendo Benjamin Constant à frente, espalharam o boato de que o Imperador escolheria Gaspar Silveira Martins, inimigo político de Deodoro da Fonseca desde os tempos do Rio Grande do Sul, para ser o novo chefe de governo. Com este engodo, Deodoro da Fonseca foi convencido a aderir à causa republicana. O Imperador foi informado disso e, desiludido, decidiu não oferecer resistência.
No dia seguinte, o major Frederico Sólon Sampaio Ribeiro entregou a D. Pedro II uma comunicação, cientificando-o da proclamação da república e ordenando sua partida para a Europa, a fim de evitar conturbações políticas. A família imperial brasileira exilou-se na Europa, só lhes sendo permitida a sua volta ao Brasil na década de 1920.

FONTE :  Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

SDS.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

REFLEXÃO :


" A VERDADEIRA Política, é o ato de SERVIR e não servir-se; trabalhar para o BEM COMUM e não para si e para os "seus"; dar OPORTUNIDADES aos menos favorecidos; diminuir as desigualdes sociais através do trabalho e da disciplina."

Júnior Caldeira

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Eleições 2010 - 2º TURNO


Amigos , 

Mediante alegria de uns e tristeza de outros; vão os números do 2º turno na cidade de Carmo da Cachoeira :

Dilma: 3.849 votos - 57,2%(Eleita)
José Serra :  2.880 votos - 42,8%

Votos Válidos : 6.729
Votos NULOS : 290
Votos Brancos : 177
Abstenções :  2.104
Total de Eleitores : 9.300

Fonte : T.S.E.

O Fato interessante é que os votos de Marina Silva foi divido igualmente para Dilma e Serra (400 votos) para cada.

Parabéns a nossa nova Presidente, que Deus a ilumine, para que faça um governo justo e de bom senso; que Deus lhe dê a graça da humildade e que a vaidade do poder não seja motivo de tropeços no seu governo.
 Saudações.

Júnior Caldeira.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

CENSO 2010


O CENSO 2010, realizado pelo IBGE - Instituto Brsaileiro de Geografia e Estatística - em Carmo da Cachoeira, já foi finalizado. Foram feitas pesquisas em 3.351 domicilios, e computada uma população de 11.828 (Onze mil, oitocentos e vinte e oito) habitantes. Ante os 11.600 habitantes no ano de 2000 - Fonte IBGE, publicado no D.O.U. em 04 de Novembro de 2010. 
Só para complementar a informação, hoje temos 9.299 eleitores em Carmo da Cachoeira.
Diante destes números, é fato que ocorre um êxodo no município; POLITICAMENTE FALANDO,  o que fixa o homem na sua comunidade é : o TRABALHO, o EMPREGO e a RENDA !

Enquanto não tiver isso, os "talendos Cachoeirense" vão indo embora, em busca de um "lugar ao SOL".  

" PRECISAMOS ARRUMAR TRABALHO, EMPREGO E RENDA PARA O POVO !!!!! "

Saudações !
Júnior Caldeira.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

CONTAGEM DOS VOTOS NA CIDADE.


Amigos,
Terminado o 1º turno, vamos contabilizar os votos em CARMO DA CACHOEIRA :

PRESIDENTE
Dilma ..................... 3.426 votos. (2º turno)
José Serra .............. 2.490 votos.(2º turno)
Marina Silva ..........     878 votos.
Plinio  ...................       32 votos.

GOVERNADOR
Antonio Anastasia .............  4.399 votos. (ELEITO)
Hélio Costa ........................  1.950 votos.
Zé Fernando ....................       81 votos.

SENADOR
Aécio Neves  ...................  5.806 votos. (ELEITO)
Itamar Franco ...............  3.490 votos. (ELEITO)
Pimentel ........................   2.740 votos.

DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS

Dimas Fabiano ........................ 2.765 votos.
Julio Delgado ..........................    926 votos.
Odair Cunha .............   542 votos.
Renzo Braz .............................    286 votos.
Zé Silva ..................................    170 votos.
Diego Andrade .......................    136 votos.
Eduardo Barbosa ...................      81 votos.
Eros Biondini .........................      68 votos.
Padre João ............................      33 votos.
Carlos Melles ........................      31 votos.

DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS

Dilzon Mello .......................... 1.275 votos.
Agostinho Patrus Fo. .............    860 votos.
Duarte Bechir.........................    433 votos.
Antonio Julio .........................    373 votos.
Ulysses Gomes ............. 134 votos.
Fábio Cherem ......................      78 votos.

A todos que votaram com conciência e USARAM O  "FICHA LIMPA"como critério, meus parabéns .... a DEMOCRACIA AGRADECE !!!

E QUE VENHA O 2º TURNO........

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

FICHA LIMPA - EU APOIO !!!!

Amigos,
Ontém ocorreu a votação no STF - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - para que o PROJETO FICHA LIMPA, valesse já nas eleições 2010.
O resultado foi o empate 5 ministros votaram a favor e 5 votaram contra :
Os MINISTROS que votaram a FAVOR foram :
CARLOS AYRES BRITO, CARMEN LÚCIA, RICARDO LEWANDOWSKI, JOAQUIM BARBOSA E ELLEN GRACIE.
Os MINISTROS que votaram CONTRA foram :
CÉZAR PELUZO, CELSO DE MELLO, DIAS TOFFOLI, GILMAR MENDES E MARCO AURÉLIO MELLO.
É bom e muito importante divulgar e dar "nomes aos bois".
Com este empate o SUPREMO repassou a  responsabilidade para a sociedade definir a questão nas eleições de 2010. Portanto como já disse em artigo anterior, analisem e NÃO VOTEM EM "CANDIDATO FICHA SUJA".

Saudações.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

MEU VOTO MEU FUTURO !


Muito bem pessoal; faltam apenas 9 dias para as eleições 2010.
Nesta semana um fato muito interessante aconteceu comigo.
Conversando com um companheiro de trabalho - sobre política é claro - ele estava dizendo que não votava mais em ninguém, pois todos os políticos eram corruptos, aproveitadores do povo, que não trabalham, e por aí foi a longa lista de desabores deste desnorteado companheiro.
Pois é, a grande lista de que ele sacou em seu repertório,é verdadeira, e escutamos de muitas pessoas a mesma ladaínha. E o desabor com a política é grande.
O único problema e que DESCORDO PLENAMENTE, é que estas pessoas deixam de exercer sua cidadania em plenitude. Ou seja votam por obrigação e anulam ou votam em branco, se omitindo no processo eleitoral. Como dizia Martin Luther King "O que me preocupa não são os gritos dos maus, más o silêncio dos bons.". Assim quando deixamos para outros decidirem quem vai governar por nós, estamos aceitando e sendo coniventes com o que acontecerá no Brasil por mais 4 anos.
Vá em busca de informações sobre os candidatos, se acha que não existe ninguém a altura do seu voto, vote naquele que tem um POTENCIAL, uma história de vida digna e honesta, e principalmente um comprometimento com a VIDA.
Assim quando formos "RECLAMAR NOSSOS DIREITOS AOS GOVERNANTES, DEVEMOS LEMBRAR SE EXERCEMOS O NOSSO DEVER DE CIDADÃO - O VOTO".
Boa decisão !!!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

EDUCAÇÃO - PLEITO ELEITORAL 2010




Amigos,

Encontrei um link, onde os "principais" candidatos aos governos estaduais, fazem uma entrevista e colocam suas plataformas de governo em relação à EDUCAÇÃO.

O site é da abril.com : Eleições 2010 um voto pela EDUCACÃO.

Vale a pena conferir.

O link é :

http://educarparacrescer.abril.com.br/eleicoes/


Boa Leitura; Júnior Caldeira

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pergunta que não quer calar ....


Politicamente, tenho pensado e pensado.

Agora, gostaría que vocês refletissem e opinassem para que depois eu possa discertar um pouco sobre o assunto.


QUAL É O MELHOR PAI ??

AQUELE QUE DÁ AO FILHO O QUE O FILHO QUER OU AQUELE QUE DÁ AO FILHO O QUE O FILHO PRECISA ????
Reflitam e liguem A QUESTÃO aos fatos da política.

Boa reflexão.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Politica 2010 - Igreja Católica - CNBB



Amigos,
Seguindo o tema proposto de abordar as diretrizes de cada religião e suas ramificações, vamos ver a abordagem do Cristão Católico, diante das próximas eleições agora em 2010.
Em 13 de Maio deste ano, no final da 48a. Assembléia Geral da CNBB - Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, foi elaborado um documento sobre o MOMENTO POLÍTICO NACIONAL; nele a CNBB revela sua preocupação com os grandes projetos e seus impactos ambientais, além de uma maior participação popular nos eventos políticos. Ao final, os religiosos convocam o povo a expressar sua cidadania nas próximas eleições, através do voto
"ético, esclarecido e consciente", a fim de que sejam superados os possíveis desencantos com a política.

Abaixo segue a íntegra do documento :

CNBB: A ANÁLISE DO MOMENTO POLÍTICO

"Nós, Bispos Católicos do Brasil, reunidos em Brasília, de 4 a 13 de maio de 2010, para a 48ª Assembléia Geral da CNBB, temos diante de nós a realidade do Povo Brasileiro, de cujas lutas e esperanças participamos. Os 50 anos da inauguração de Brasília e as eleições gerais do próximo mês de outubro nos proporcionam a oportunidade de refletir sobre a trajetória do País.
A realização da nossa Assembléia Geral em Brasília, no ano do jubileu de ouro da cidade e da Arquidiocese, quer expressar o apreço pelo que significou para a nação a construção da Capital do País em pleno planalto central.
O Jubileu de Ouro de Brasília, no entanto, precisa se transformar em oportunidade para que a Capital recupere o seu simbolismo original e se torne de fato fonte de inspiração para os sonhos de um País justo, integrado, desenvolvido e ecologicamente sustentável, que todos queremos. “O desenvolvimento é impossível sem homens retos, sem operadores econômicos e homens políticos que sintam intensamente em suas consciências o apelo do bem comum. São necessárias tanto a preparação profissional como a coerência moral” (Bento XVI, Caritas in Veritate, 71).
A celebração do Congresso Eucarístico Nacional em Brasília quer, igualmente, ser sinal deste anseio de País justo e fraterno, para cuja realização a Igreja Católica procura dar sua contribuição pelo testemunho dos valores humanos e cristãos que o Evangelho nos ensina. Seu lema “Fica conosco, Senhor” atesta a importância da presença do Deus da vida e da partilha em todos os momentos, também naqueles do exercício da cidadania.
O Brasil está vivendo um momento importante, por seu crescimento interno e pelo lugar de destaque que vem merecendo no cenário internacional. Isso aumenta sua responsabilidade no relacionamento com as outras nações e na superação progressiva de suas desigualdades sociais, produzidas pela iníqua distribuição da renda, que ainda persiste. Preocupam-nos os grandes projetos, sobretudo na Amazônia, sem levar devidamente em conta suas consequências sociais e ambientais. Permanece o desafio de uma autêntica reforma agrária acompanhada de política agrícola que contemple especialmente os pequenos produtores rurais, como fator de equilíbrio social.
A Igreja, comprometida de modo inequívoco com a defesa da dignidade e dos Direitos Humanos, apóia as iniciativas que procuram garanti-los para todos. Todavia, denuncia distorções inaceitáveis presentes em alguns itens do PNDH-3.
Destacamos a importância do projeto de lei denominado “Ficha Limpa”, de iniciativa popular, em votação nestes dias no Congresso Nacional, como exemplo de participação popular para o aprimoramento da democracia, como já ocorrera com a aprovação da Lei 9840, contra a corrupção eleitoral, cuja aplicação requer contínua e atenta vigilância de todos, para que não continue a praga da compra e venda de votos. Esperamos que seja um instrumento a mais para sanar o grave problema da corrupção na vida política brasileira.
Permanecem oportunas as palavras de João Paulo II: “A Igreja encara com simpatia o sistema da Democracia, enquanto assegura a participação dos cidadãos nas opções políticas e garante aos governados a possibilidade de escolher e controlar os próprios governantes (...) ela não pode, portanto, favorecer a formação de grupos restritos de dirigentes que usurpam o poder do Estado a favor dos seus interesses particulares ou de objetivos ideológicos” (Centesimus Annus, 46) .
Urge uma profunda reforma política, iluminada por critérios éticos, com a participação das diversas instâncias da sociedade civil organizada, fortalecendo a democracia direta com a indispensável regulamentação do Art. 14 da Constituição Federal, relativo a plebiscito, referendo e iniciativa popular de lei. A Reforma Política “precisa atingir o âmago da estrutura do poder e a forma de exercê-lo, tendo como critério básico inspirador, a participação popular. Trata-se de reaproximar o poder e colocá-lo ao alcance da influência viável e eficaz da cidadania” (Por uma Reforma do Estado com Participação Democrática, Documentos da CNBB 91, 101).
A campanha eleitoral é oportunidade para empenho de todos na reflexão sobre o que precisa ser levado adiante com responsabilidade e o que deve ser modificado, em vista de um Projeto Nacional com participação popular. Por isso, incentivamos a que todos participem e expressem, através do voto ético, esclarecido e consciente, a sua cidadania nas próximas eleições, superando possíveis desencantos com a política, procurando eleger pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana. Em particular, encorajamos os leigos e as leigas da nossa Igreja a que assumam ativamente seu papel de cidadãos colaborando na construção de um País melhor para todos.
Confiando na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, invocamos as bênçãos de Deus para todo o Povo Brasileiro".

Brasília, 11 de maio de 2010

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB
(CM-CNBB)

FONTE : Rádio Vaticano.

Boa Leitura - Júnior Caldeira.